Os egípcios adoravam diversos deuses, cada um responsável por diferentes aspectos da vida e da natureza. No entanto, o Deus de Israel demonstrou sua superioridade de maneira incontestável ao enviar as dez pragas sobre o Egito, uma após a outra.
Cada praga tinha como alvo diretamente um dos deuses egípcios, desafiando sua autoridade e demonstrando que apenas o Deus de Israel tinha poder sobre todas as coisas.
A primeira praga, a transformação das águas do Nilo em sangue, atingiu diretamente Hápi, o deus do Nilo, que os egípcios consideravam vital para sua sobrevivência. Essa praga trouxe devastação, tornando a água imprópria para consumo e inutilizando uma das principais fontes de riqueza do Egito.
A praga das trevas no Egito, como descrita na narrativa bíblica do Livro do Êxodo, é uma das dez pragas enviadas por Deus como parte de seu plano para convencer o faraó a libertar os filhos de Israel da escravidão. A praga das trevas é a nona praga e é especialmente significativa devido ao seu contexto cultural e mitológico no Egito Antigo.
Na narrativa
bíblica, a praga das trevas foi uma escuridão tão profunda que "podia ser
apalpada" e durou três dias. Durante esse período, os egípcios não
conseguiam sair de suas casas, enquanto os israelitas tinham luz em suas
moradias. Essa praga teve um impacto simbólico e mitológico profundo na cultura
egípcia.
Dependência do
Sol: O Egito Antigo era fortemente dependente do sol. O deus solar, Rá, era uma
das divindades mais importantes na religião egípcia. O sol não apenas fornecia
luz e calor, mas também era visto como uma força vital que sustentava a vida e
a prosperidade do Egito. Portanto, a praga das trevas, que obscureceu
completamente o sol, representava uma ameaça direta a essa ordem natural e
religiosa.
Reclusão e
Orações: Os egípcios acreditavam que a escuridão era uma manifestação de um
poder sobrenatural ou uma desordem cósmica. Durante a praga das trevas, eles
não se aventuravam fora de suas casas, com medo de enfrentar as forças escuras.
Muitos provavelmente recorreram a rezas e rituais para apaziguar os deuses e
restaurar a luz do sol.
O Papiro Ipuwer é um antigo documento egípcio que data aproximadamente do século XIII a.C. É conhecido por seu título completo, "O Lamento de Ipuwer", e é uma fonte valiosa de informações sobre o Egito Antigo durante o período do Segundo Período Intermediário. O papiro foi descoberto no final do século XIX em uma coleção de papiros egípcios no Museu Nacional de Antiguidades dos Países Baixos.
O Papiro Ipuwer é um texto que descreve uma série de eventos
perturbadores e caóticos que supostamente ocorreram no Egito. Esses eventos
incluem:
1.Fome e escassez de alimentos.
2.Desordem social e falta de respeito pelas autoridades.
3.O aumento da criminalidade e da violência.
4.Pragas e desastres naturais.
5.Uma inversão das normas sociais, com os pobres se tornando ricos e
vice-versa.
Embora o Papiro Ipuwer seja frequentemente considerado como uma
descrição das condições difíceis durante o Segundo Período Intermediário,
alguns estudiosos acreditam que ele pode ter sido uma obra literária ou uma
alegoria, em vez de um registro histórico preciso. No entanto, as descrições de
desordem e caos no texto podem ter sido influenciadas por eventos reais, como
as invasões estrangeiras e os problemas econômicos que afetaram o Egito naquela
época.
Uma das características mais notáveis do Papiro Ipuwer é a semelhança
de algumas de suas descrições com as pragas mencionadas no Livro do Êxodo da
Bíblia. Por exemplo, o papiro menciona água transformada em sangue, que lembra
a primeira praga no Êxodo.
Em resumo, o Papiro Ipuwer é um documento antigo que oferece uma visão interessante da vida e das condições no Egito Antigo durante o Segundo Período Intermediário. Sua relação com as pragas do Êxodo é muito surpreendente.







